
8 boas práticas (e 5 erros a evitar) para uma estadia bem-sucedida em Malta
Pronto, já finalizou a sua «shortlist» de destinos e Malta figura entre os felizes eleitos. Excelente escolha! O arquipélago, a apenas algumas horas de voo da maioria das capitais europeias, goza de um clima mediterrânico e soalheiro durante quase todo o ano e de um rico património histórico e cultural. Para transformar a sua estadia em Malta na experiência com que sonha, vamos descobrir juntos as melhores dicas e as armadilhas a evitar para aproveitar plenamente tudo o que o arquipélago tem para oferecer.
Quando fazer uma estadia em Malta?
Se as suas datas já estão definidas, avance diretamente para o ponto seguinte. Caso contrário, saiba que a sazonalidade em Malta é muito marcada, tanto a nível climático como tarifário.
A época alta estende-se do início de junho ao fim de setembro: os preços dos alojamentos, tal como as temperaturas, atingem o seu pico em julho e agosto. Se tiver flexibilidade, privilegie a época baixa ou a meia-época. Outubro, abril e maio oferecem o compromisso ideal, com temperaturas agradáveis (ainda rondam os 30 graus em outubro) e tarifas nitidamente mais acessíveis. Para saber tudo, consulte o nosso guia do tempo em Malta.
As temperaturas raramente descem abaixo dos 10 a 15 graus, mesmo em dezembro ou janeiro. Se o seu interesse é sobretudo cultural, o inverno é ideal para as visitas; se é mais de festa e praia, prefira o verão.
Quais são as formalidades para chegar ao arquipélago?
Malta é um país membro da União Europeia, do espaço Schengen, e tem como moeda o euro. Se for cidadão europeu ou suíço, um simples cartão de cidadão ou passaporte válido é suficiente para entrar.
Outra formalidade, gratuita e no entanto demasiadas vezes esquecida, é viajar com o seu Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), a solicitar pelo menos 14 dias antes da partida junto do seu organismo de segurança social. Disponível para os cidadãos do Espaço Económico Europeu e da Suíça, garante-lhe o acesso aos cuidados de saúde nas mesmas condições que um segurado local e dispensa-o frequentemente de um seguro de viagem adicional.
Em caso de problema médico grave, dirija-se às urgências do Mater Dei Hospital, em L-Imsida. Este estabelecimento público é reconhecido pela qualidade dos seus cuidados, e o atendimento é gratuito se dispuser do seu CESD.
Como encontrar um voo para vir a Malta?
Malta dispõe de um aeroporto internacional, pequeno com os seus dois terminais, mas que acolhe cerca de 8,9 milhões de passageiros por ano. Mais de vinte companhias ligam o arquipélago a mais de 30 países; a companhia nacional, a KM Malta Airlines, aplica uma tarifação próxima das low-cost.
Para encontrar um voo, não complique: utilize o Skyscanner para comparar num relance todas as combinações de voos para Malta.
Último pormenor: não procure o aeroporto de Malta em Valeta. A capital é uma cidade fortificada; o aeroporto situa-se em Luqa, no centro da ilha.
Como encontrar e escolher um alojamento em Malta?
Para férias
O alojamento representa geralmente a maior parte do orçamento de uma viagem a Malta. Para uma estadia de alguns dias ou semanas, não corra riscos desnecessários e recorra a uma plataforma de reserva online: Trip, Booking ou Expedia para um hotel, Abritel ou VRBO para um apartamento.
Conselho até −20% Para reservar o seu hotel em Malta ao melhor preço, utilize Trip. A plataforma oferece preços 10 a 25% mais baratos nos hotéis em Malta do que sites como Booking ou Expedia.
O nosso conselho para evitar qualquer deceção: verifique sempre a nota do hotel no Booking. Abaixo de 7, o estabelecimento é frequentemente vetusto, húmido, mal insonorizado ou orientado para a festa: siga em frente. Evite também absolutamente os alojamentos situados a menos de 100 metros da rua noturna de Paceville (Triq Santa Rita), onde os graves dos clubes afetam todos os hotéis em redor.
Para uma longa duração
Para uma estadia de mais de um mês, um arrendamento será sem dúvida mais interessante. Seja no entanto prudente se reservar diretamente junto de um proprietário fora de plataforma, pois as burlas são frequentes.
O nosso conselho: reserve primeiro um hotel acessível ou um albergue da juventude por algumas noites e, depois, encadeie as visitas a apartamentos no local. A maioria das ofertas encontra-se no Marketplace do Facebook dedicado a Malta.
Dois conselhos para encontrar o alojamento dos seus sonhos
Conselho n.º 1: evite alojar-se em Valeta. Ao contrário da ideia feita, a capital não é o local mais animado. Valeta é magnífica e visita obrigatória, mas é sobretudo pedonal, com poucos comércios, sem supermercado, e a maior parte da animação apaga-se ao cair da noite.
Conselho n.º 2: afaste-se um pouco de São Julião para poupar. A zona Sliema-São Julião é a mais procurada, logo a mais cara. Mas Malta mede apenas 27 km por 14: desloca-se com facilidade. Ao escolher Saint Paul’s Bay ou Mellieħa, as tarifas caem quase 50 % para um padrão equivalente.
Como deslocar-se pelo arquipélago?
Pequena e bem servida, a ilha de Malta percorre-se sem dificuldade. Gozo nem tanto: muitas vezes é preferível usar um TVDE. Para comparar tudo, consulte os nossos guias dos transportes em Malta e dos TVDE em Malta.
Um bilhete de autocarro custa 2 euros durante a maior parte do ano e 2,50 euros no verão, e mantém-se válido durante 2 horas; compre-o ao motorista ou através de um cartão pré-carregado num dos distribuidores de cartões da ilha. O autocarro é gratuito para os residentes e os estudantes de longa duração: não se esqueça de encomendar o seu cartão logo à chegada.
Se o autocarro não for consigo, descarregue uma das aplicações de TVDE (Uber, Bolt ou eCabs). Se houvesse que reter apenas uma, aconselhamos a aplicação Bolt: a frota de motoristas é ligeiramente mais alargada e a aplicação permite também alugar trotinetes elétricas disponíveis nos quatro cantos da ilha.
Programar as suas atividades e visitas em Malta
Há realmente muitas atividades em Malta, o suficiente para satisfazer todos os gostos.
As atividades de destaque a descobrir
- Valeta (St John’s Co-Cathedral, Grandmaster’s Palace, auberges)
- Mdina e Rabat
- Sítios arqueológicos: templos megalíticos de Ħaġar Qim e de Imnajdra
- Aldeia de pescadores de Marsaxlokk
- Blue Lagoon, célebre pelas suas águas turquesa
- Għadira Bay, Golden Bay e Riviera Beach
- Mergulho e caminhadas (Mellieħa, Gozo, Dingli, Victoria Lines)
- Popeye Village, Playmobil FunPark, Splash & Fun Water Park
- St Peter’s Pool
- Aquário de Saint Paul’s Bay
- Paraquedismo ascensional
- Blue Grotto (a Gruta Azul)
- Bairro noturno de Paceville e boat parties
Antecipar e reservar as suas atividades
O nosso conselho: selecione e reserve as suas atividades com antecedência, sobretudo na época alta. A maioria das atividades populares pode ser reservada diretamente no Viator ou no GetYourGuide.
As atividades que não pode mesmo perder
Para um fim de semana ou alguns dias, terá de fazer escolhas. Se tivesse de reter apenas o essencial:
- Uma visita guiada a Valeta com um guia local (algumas em português): para compreender verdadeiramente a história dos cavaleiros da ordem e do Grande Cerco.
- A Blue Lagoon de barco: um imperdível, idealmente através de um cruzeiro que inclua as enseadas vizinhas.
- A descoberta de Gozo: reserve um dia, apanhe o ferry em Ċirkewwa e, depois, percorra a ilha secundária numa excursão em Tuk Tuk ou numa excursão em moto4 para não perder nada.
| Fórmula | Local de partida | Preço |
|---|---|---|
![]() | Valletta | 23 € |
![]() | St Paul's Bay (Buġibba) | 55 € |
![]() | Malte | 98 € |
![]() | Valletta | 50 € |
Na minha mala, o que devo levar para vir a Malta?
Em Malta, viaja-se leve: o clima é quente de junho a outubro, temperado de março a maio e ameno de novembro a fevereiro. É inútil equipar-se em demasia. Grandes cadeias (Decathlon, Zara, Intersport…) estão presentes na ilha: em caso de esquecimento, equipar-se-á facilmente no local.
Alguns equipamentos valem, ainda assim, a pena antecipar:
- Um adaptador de 3 pinos planos: a maioria das tomadas é do modelo britânico.
- Protetor solar 50+, geralmente vendido bastante caro no arquipélago.
- Um par de óculos de sol e um chapéu, em qualquer estação.
- Uns sapatos aquáticos (barefoot), sobretudo com crianças: muitos acessos ao mar fazem-se por rochas pontiagudas ou escadas.
Quais são as recomendações a aplicar no local?
Regra n.º 1: respeitar os usos e costumes
Tudo o que é proibido ou malvisto em França, na Bélgica ou na Suíça também o é em Malta. Seja cortês, paciente, não deite o lixo para o chão e evite os ruídos incómodos. Malta é um país muito crente e fortemente politizado (campo vermelho ou campo azul): evite os temas ligados à religião, à política e, o mais tabu de todos, à corrupção.
Regra n.º 2: respeitar as bandeiras de banho
Uma bandeira totalmente vermelha assinala banho perigoso (mar agitado); uma bandeira roxa, a presença de alforrecas muito urticantes. Em ambos os casos, adie o seu banho. Uma bandeira amarela e vermelha indica, pelo contrário, uma zona vigiada: pode tomar banho sem receio.
As alforrecas podem estragar uma estadia: algumas espécies (mauve stinger, caravela-portuguesa, alforreca-lua) deixam marcas visíveis durante muito tempo. Mantenha-se vigilante a cada banho, sobretudo nas zonas isoladas.
Regra n.º 3: evite beber a água da torneira
A água da torneira em Malta é potável e a sua qualidade melhorou nitidamente, mas mantém um forte cheiro e sabor a cloro, e as canalizações nem sempre estão em bom estado: em grande quantidade, pode provocar dores de estômago. Prefira a água engarrafada («Still Water» ou «Table Water» para a água sem gás, «Natural Water» para a água mineral).
Regra n.º 4: tenha sempre um pouco de trocos
Todos os comércios estão equipados com terminais de pagamento, mas um pouco de trocos continua a ser útil para as pequenas compras e os imprevistos.
Os 5 erros mais comuns numa viagem a Malta
1. Apanhar um táxi branco
A melhor forma de começar mal a estadia: os táxis brancos locais, cujos motoristas são muitas vezes bruscos e cujas cobranças excessivas são frequentes. A evitar tanto quanto possível; se não tiver alternativa, fixe o preço da corrida antes de partir. Prefira o autocarro ou um TVDE.
2. Não se proteger do sol
Os UV em Malta são muito elevados, incluindo na meia-época: proteja-se, tanto mais com crianças. Não se esqueça de consultar o índice de UV e não saia sem chapéu no verão.
3. Levantar dinheiro num ATM
Os ATM estão por todo o lado, mas use-os apenas em último recurso: mal protegidos, aplicam uma comissão de 3 a 5 % por levantamento. Prefira os multibancos BOV ou HSBC, sem custos.
4. Reservar uma excursão num quiosque de rua
Os quiosques das frentes de mar vendem excursões de barco para Gozo ou para o Blue Lagoon: alguns são sérios, muitos são armadilhas para turistas. Recorra antes ao Viator: não é mais caro e as avaliações são um bom indicador de qualidade.
5. Descuidar-se em Paceville
Paceville, o bairro noturno de Malta, é o recreio dos 17-30 anos: uma rua a descer ladeada de clubes onde o álcool é barato e a música ensurdecedora. Algumas regras de bom senso evitam dissabores:
- não leve objetos de valor consigo (sobretudo nenhum documento de identidade);
- verifique sistematicamente os montantes apresentados nos terminais de pagamento;
- nunca aceite uma bebida que não tenha sido preparada à sua frente.
Por fim, os malteses praticam de bom grado o «name and shame»: se não quiser figurar entre os nomeados «Human Interest» do Lovin Malta, mantenha-se vigilante e moderado na rua mais sulfurosa da ilha.
Boas práticas e armadilhas conhecidas, tem agora todas as cartas na mão para o sucesso da sua estadia em Malta. Escolha a época certa, reserve cedo o voo, o alojamento e as atividades, proteja-se do sol e mantenha um pouco de bom senso no local: o resto será só prazer. Boa viagem a Malta!



